quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Menino constrói relógio e sai algemado de escola nos EUA

Nos Estados Unidos, a invenção de um adolescente de 14 anos virou caso de polícia e provocou indignação até do presidente.
Ahmed foi para a escola na segunda-feira (14) todo contente e saiu de lá assim, algemado. Fã de ciências, o estudante queria mostrar o relógio digital que ele construiu, mas uma professora se assustou e chamou a polícia, que prendeu Ahmed por suspeita de fabricar uma bomba.
“Para mim, não parecia uma bomba. Eu só queria mostrar meus conhecimentos”, diz Ahmed. O pai do menino, um imigrante do Sudão, reclamou de preconceito. Nas redes sociais, Ahmed ganhou o apoio de mais de 100 mil pessoas. Muitas dizendo que ele só foi preso, porque é muçulmano.
Nesta quarta-feira (16), o chefe da polícia garantiu que a reação teria sido a mesma com qualquer aluno. Reconheceu que Ahmed não quis alarmar ninguém e disse que o caso estava encerrado.
Não para o presidente Barack Obama. No meio da tarde, ele publicou na internet: "Muito legal o relógio, Ahmed. Quer trazer ele pra Casa Branca? Nós precisamos estimular crianças como você a gostar de ciências".

Governadores anunciam na Câmara que vão propor mudanças na CPMF

Governadores de quatro estados (RJ, PI, AL e BA) e a vice-governadora do Acre anunciaram nesta quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados, que vão propor a deputados e senadores modificações na proposta que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
A intenção é aumentar a alíquota da contribuição para 0,38%, a fim de que 0,18% da arrecadação seja distribuída igualmente entre estados e municípios. A iniciativa tem o apoio de pelo menos 19 governadores e da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Saiba mais sobre a medida de suspensão dos concursos públicos para 2016

Ministério do Planejamento

Saiba mais

Os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy, apresentaram, nesta segunda-feira (14), medidas adicionais para reduzir gastos, recompor receitas e melhorar o resultado primário do governo federal em 2016. Entre as medidas, está a suspensão de concursos públicos para os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) que implicará em redução de R$ 1,5 bilhão. Saiba mais sobre o tema:
 
A suspensão dos concursos abrange a quais situações?
A suspensão abrange o quantitativo de cargos previstos no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2016.
 
Como fica a situação dos concursos autorizados em 2015 com editais previstos?
Os concursos já autorizados estão mantidos.
 
Haverá interrupção de nomeações em 2016 de concursos realizados em períodos anteriores?
As nomeações, dentro do número de vagas, estão mantidas e asseguradas dentro do prazo de validade final dos concursos.
 
Como fica a situação dos concursos já homologados e que aguardam autorização para nomeação?
As autorizações para nomeações dentro do número de vagas previstas no edital estão mantidas e asseguradas dentro do prazo de validade final dos concursos.
 
Como fica a análise dos pedidos dos órgãos para a realização dos concursos? Esta análise será interrompida?
De acordo com o fluxo estabelecido pelo Decreto nº 6.944/2009, os órgãos do Executivo Federal encaminham ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), até 31 de maio de cada ano, a solicitação para realização de novos concursos públicos. Diante disso, novas solicitações somente serão analisadas no primeiro semestre de 2016, para autorização somente em 2017. As solicitações enviadas para realização de concurso no exercício de 2016 ficam suspensas.
 
Existe uma relação dos concursos previstos para 2016 que estão suspensos?
Não existe relação de concursos previstos no PLOA 2016.
 
Sem novos concursos, como a administração irá se adaptar?
O governo federal está fazendo um esforço fiscal e todas as áreas devem se adaptar às novas realidades, a fim de garantir a eficiência da gestão pública.
 
Os concursos das empresas estatais estão também suspensos?
Não. O esforço fiscal previsto não engloba as empresas estatais.

Alta dos juros nos EUA afetará emergentes, diz Banco Mundial

Washington - Um aumento das expectativas do mercado para a taxa de juros dosEstados Unidos no momento em que o Federal Reserve, banco central do país, começa a normalizar a política pode reduzir a entrada de capital em mercados emergentes em até 45 por cento, disseram economistas do Banco Mundial em um artigo publicado nesta terça-feira.
O Fed deixou a porta aberta para um modesto aumento dos juros na quinta-feira, embora economistas e investidores estejam divididos sobre se as autoridades irão agir agora ou mais tarde no ano do ano.
O artigo do Banco Mundial disse que, embora a maioria espere um suave ciclo de aperto pelo Fed, há o risco de um impacto substancial nos fluxos de capital se os investidores começarem a esperar altas mais agressivas e elevarem os rendimentos dos títulos de longo prazo.
Um aumento de 1 ponto percentual nos rendimentos dos títulos dos EUA, da zona do euro, do Reino Unido e do Japão pode reduzir a entrada de capital em países emergentes e outras economias em 45 por cento dentro de um ano, representando até 2,2 pontos percentuais da produção de suas economias combinadas.
"Emergentes e outras economias podem esperar pelo melhor durante o próximo ciclo de aperto, mas dados os riscos substanciais envolvidos, eles fariam bem em apertar seus cintos de segurança em caso de a viagem ficar turbulenta", disse Carlos Arteta, um dos autores do artigo.

Hungria quer construir mais uma vedação

A Hungria prevê construir outra vedação na fronteira com a Roménia, depois do muro erguido na fronteira com a Sérvia. As autoridades húngaras anunciaram esta terça-feira as primeiras detenções de refugiados ao abrigo da nova lei sobre imigração.

EUA pedem que Coreia do Norte pare com 'provocações irresponsáveis'

O governo dos Estados Unidos pediu nesta terça-feira (15) à Coreia do Norte que se abstenha de "provocações irresponsáveis", em resposta ao anúncio de Pyongyang de que voltou a operar o reator que abastece seu programa de armas atômicas.

Escalada militar na Síria amplia papel da Rússia no Oriente Médio

A Rússia enviou seus mais modernos tanques de batalha para uma nova base aérea na Síria, informaram oficiais americanos nesta segunda-feira. A escalada militar na região pode dar a Moscou seu mais poderoso ponto de apoio no Oriente Médio em décadas, aponta o jornal The New York Times.
Oficiais do Pentágono em Washington afirmaram que o abastecimento da base aérea demonstra as intenções da Rússia em transformar o sul da Lataquia, região ocidental do país, em um importante centro de distribuição de armamento militar para o governo de Bashar Assad. A região também poderia servir como base de lançamento de ataques aéreos contra os rebeldes sírios.

Esse desenvolvimento militar russo, que tem apoiado Assad durante a guerra civil que já dura quatro anos e meio, adiciona um novo motivo de atrito na relação com os Estados Unidos. O secretário de estado americano, John Kerry, já alertou Lavrov sobre os perigos da atividade militar na Síria, que pode aumentar ainda mais o caos no país e levar até mesmo a um confronto inadvertido com os Estados Unidos, que lideram as forças de ataque ao Estado Islâmico.


"O que nós gostaríamos de ver é o movimento em direção a uma transição política", afirmou John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado. "Nós ainda acreditamos que existe uma oportunidade de buscar esse tipo de transição em acordo com as autoridades russas, mas isso não pode começar enquanto essa cumplicidade e apoio aberto e contínuo ao regime de Assad existir".
Oficiais americanos avaliam diferentes hipóteses para explicar os movimentos russos na Síria, desde preparações para atacar o grupo terrorista Estado Islâmico até uma investida contra as forças rebeldes que lutam contra os militares de Assad - hipótese considerada a mais provável. Uma outra perspectiva revelaria as intenções russas de aumentar sua influência política no regime sírio e nos países vizinhos. A nova fase do plano russo pode ficar mais clara quando o presidente Vladimir Putin visitar as Nações Unidas no final do mês e descrever suas propostas para a crise síria.