terça-feira, 15 de setembro de 2015

Escalada militar na Síria amplia papel da Rússia no Oriente Médio

A Rússia enviou seus mais modernos tanques de batalha para uma nova base aérea na Síria, informaram oficiais americanos nesta segunda-feira. A escalada militar na região pode dar a Moscou seu mais poderoso ponto de apoio no Oriente Médio em décadas, aponta o jornal The New York Times.
Oficiais do Pentágono em Washington afirmaram que o abastecimento da base aérea demonstra as intenções da Rússia em transformar o sul da Lataquia, região ocidental do país, em um importante centro de distribuição de armamento militar para o governo de Bashar Assad. A região também poderia servir como base de lançamento de ataques aéreos contra os rebeldes sírios.

Esse desenvolvimento militar russo, que tem apoiado Assad durante a guerra civil que já dura quatro anos e meio, adiciona um novo motivo de atrito na relação com os Estados Unidos. O secretário de estado americano, John Kerry, já alertou Lavrov sobre os perigos da atividade militar na Síria, que pode aumentar ainda mais o caos no país e levar até mesmo a um confronto inadvertido com os Estados Unidos, que lideram as forças de ataque ao Estado Islâmico.


"O que nós gostaríamos de ver é o movimento em direção a uma transição política", afirmou John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado. "Nós ainda acreditamos que existe uma oportunidade de buscar esse tipo de transição em acordo com as autoridades russas, mas isso não pode começar enquanto essa cumplicidade e apoio aberto e contínuo ao regime de Assad existir".
Oficiais americanos avaliam diferentes hipóteses para explicar os movimentos russos na Síria, desde preparações para atacar o grupo terrorista Estado Islâmico até uma investida contra as forças rebeldes que lutam contra os militares de Assad - hipótese considerada a mais provável. Uma outra perspectiva revelaria as intenções russas de aumentar sua influência política no regime sírio e nos países vizinhos. A nova fase do plano russo pode ficar mais clara quando o presidente Vladimir Putin visitar as Nações Unidas no final do mês e descrever suas propostas para a crise síria.

Dirceu se torna réu na Operação Lava Jato

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu se tornou réu na Operação Lava Jato, decidiu a Justiça Federal, nesta terça-feira (15). Além dele, 14 pessoas foram indiciadas por desvios relacionados à Petrobras.
A denúncia dos agora réus foi feita à Justiça pelo Ministério Público Federal, baseada nas investigações da operação. Apesar de nela constarem 17 nomes, o juiz federal Sérgio Moro optou por não indiciar Camila Ramos, filha de Dirceu, e a arquiteta Daniela Leopoldo e Silva Facchini, por falta de provas no esquema de corrupção.


Entre os réus estão o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto, o lobista e delator da Lava Jato Julio Gerin de Almeida Camargo – responsável por acusar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de receber US$ 5 milhões em propina – e o presidente da Engefix, Cristiano Kok.
Além deles, foram denunciados Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura (lobista); Olavo Hourneaux de Moura Filho (operador do esquema); Luiz Eduardo de Oliveira e Silva (irmão e sócio de Dirceu); Roberto Marques (ex-assessor de Dirceu); Júlio César dos Santos (ex-sócio da JD Consultoria); Renato de Souza Duque (ex-diretor da Petrobras); Pedro José Barusco Filho (ex-gerente da Petrobras); Gerson de Melo Almada (ex-presidente da Engefix); José Antunes Sobrinho (executivo da Engefix); Milton Pascowitch (operador e delator da Lava Jato); e José Adolfo Pascowitch (operador do esquema).
"Os depoimentos prestados pelos criminosos colaboradores apresentam, em cognição sumária, prova documental do fluxo financeiro, inclusive de pagamentos subreptícios efetuados por Milton Pascowitch em favor de José Dirceu e de Fernando Moura", diz Moro na decisão, procurando derrubar o alegado pela defesa do ex-ministro, que alega ter recebido dinheiro para consultoria. "Parece difícil justificar os vários pagamentos subreptícios com os já aludidos contratos de consultoria formalizados, pois estes já encontram pagamento por meios formais."

sábado, 25 de julho de 2015

Estado Islâmico - território

Com sua guerra de conquista, o Estado Islâmico (EI), antes  conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante  (al-Sham), EIIL ou EIIS, está apagando as linhas de  fronteira determinadas pelo Acordo Sykes-Picot,  estabelecido em 1916. Hoje, a bandeira preta e amarela do  EI tremula sobre um território maior do que o do Reino  Unido ou do Texas, uma região que se estende das praias  mediterrâneas da Síria até o coração do Iraque, a área  administrada pelos sunitas. 

Estado Islâmico

Originalmente parte da organização al-Tawhid wal-Jihad, comandada por Abu Musab al-Zarqawi, tornou-se depois o Estado Islâmico do Iraque (Eli), grupo que acabou se fundindo com a facção da Al-Qaeda no Iraque. Em 2010, quando Abu Bakr al-Baghdadi se tornou seu líder, o grupo voltou a usar sua antiga denominação de Estado Islâmico do Iraque. Em 2013, após uma fusão com um braço da Frente Jabhat al-Nusra, um grupo jihadista sírio filiado à Al-Qaeda, a organização mudou seu nome para Estado Islâmico do Iraque e do Levante (al-Sham), mais conhecido pelo acrônimo EIIL (ISIL ou ISIS, nas siglas em inglês). Por fim, pouco antes do anúncio da criação do Califado por seus líderes, o EIIL tornou-se o Estado Islâmico. Na Síria, contudo, desde o início e atualmente no Iraque também, o grupo é conhecido como al-Dawlat, ou o Estado

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Autoridades britânicas suspeitam que Estado Islâmico planeja usar drones para carregar bombas

A unidade de contraterrorismo britânica receia que o grupo Estado Islâmico esteja planejando perpetrar atentados no Reino Unido, recorrendo a drones


As forças de segurança suspeitam que os jihadistas possam utilizar as mini-aeronaves não tripuladas para transportar explosivos C4